Balanço de 2024 no CDER-SP
A última reunião do Colégio de Entidades Regionais de São Paulo (CDER-SP), realizada na sexta-feira (29/11), em Bragança Paulista, fez uma ampla retrospectiva das atividades de 2024. Na ocasião, foram destacados os resultados obtidos ao longo dos meses, em intervenções que foram essenciais para aproximar ainda mais o Crea-SP das entidades de classe.
“Costumo dizer que o combustível das associações são os
jovens. Integrá-los traz energia para novas ideias e melhora o trabalho
realizado”, afirmou o coordenador do CDER-SP, Eng. Leandro Galindo, na
abertura.
O presidente da Associação dos Engenheiros, Arquitetos e
Agrônomos da Região Bragantina (AEAE), Eng. Marcelo Perrone, complementou: “Ao
longo do ano, promovemos Semanas de Engenharia, bancas de Trabalho de Conclusão
de Curso (TCC) e feiras. Essas iniciativas precisam continuar, pois mostram o
Sistema Confea/Crea e Mútua aos futuros profissionais”.
O vice-presidente do Conselho, Eng. Luis Chorilli Neto,
agradeceu a dedicação de todos e reforçou o apoio da autarquia. “Os
profissionais podem contar conosco, com as parcerias que firmamos com foco em
valorização. Sem vocês, não conseguiríamos evoluir dessa maneira”.
As conquistas foram mostradas em dados que resumem o
primeiro ano da gestão da presidente Eng. Lígia Mackey, um período marcado por
transformações. Mais de 15 mil estudantes foram impactados com o programa de
Estágio Visita e com o Crea-SP Day; a digitalização adotada no processo de
nomeação de inspetores – profissionais do Sistema que são designados pela
Presidência para compor a estrutura auxiliar de fiscalização -, resultou em
mais de 10 mil árvores preservadas; e temas como sustentabilidade, gestão pública
e liderança feminina foram trabalhados no Crea-SP Capacita.
Para a chefe de gabinete e superintendente de Relações
Institucionais e Comunicação do Crea-SP, jornalista Priscilla Marques, esses
números representam a qualidade das iniciativas. “A eficiência das nossas
atividades finalísticas resultou em um aumento de 130% no número de autos de
infração emitidos. Com novos processos e a divisão das equipes em células, uma
maneira de garantir mais otimização dos fluxos internos e protocolos, reduzimos
em 80% o tempo de retorno aos atendimentos e tivemos um ganho de mais de 100%
nas respostas às solicitações”, explicou.
Os serviços estão sendo aprimorados para trazer mais
agilidade à rotina dos profissionais, como é o caso das Anotações de
Responsabilidade Técnica (ARTs), que passaram a ser assinadas utilizando o sistema GovBR, que ficou mais
simples e sem burocracias. “Além disso, a revisão nos fluxos de julgamento de
processos reduziu em 40% o tempo médio de análise em primeira instância, fase
inicial de avaliação feita pelas Câmaras Especializadas”, completou.
O secretário executivo Adv. Holmes Naspolini reforçou o
quanto essa transformação interna é significativa. “O Conselho paulista
representa, sozinho, um terço do Sistema, nos tornando referência para o Brasil
e nossos números só mostram essa força. Ampliamos as abordagens no Programa
Mulher, sensibilizando mais de 900 profissionais, e chegamos a mais de 7.000
inscritos em nossos fóruns sobre desenvolvimento urbano e tecnologias
inteligentes”, enfatizou.
O coordenador adjunto do CDER-SP, Eng. Luiz Augusto Moretti,
também apresentou o balanço positivo de 2024, mencionando a primeira reunião do
ano, a divisão dos grupos de trabalho, as homenagens aos 90 anos do Conselho,
além do encontro inédito realizado em conjunto com o Colégio de Instituições de
Ensino Superior de São Paulo (CIES-SP).
O que mais vem por aí
A gerente executiva de Projetos e Planejamento Estratégico,
Eng. Ana Claudia Rinaldi, falou da agenda de dezembro, que inclui a próxima
edição do Encontro Crea-SP Jovem, o Programa Mulher e o Ideathon, uma maratona
de inovação desenvolvida para incentivar a criação de novas ferramentas,
plataformas e sistemas capazes de otimizar os serviços oferecidos para os
profissionais registrados. A engenheira mencionou o sucesso da rede CreaLab
Coworking, que vai inaugurar mais uma unidade nos próximos dias. “Abrimos mais
de 30 espaços em todo o Estado e, desde então, recebemos mais de 5.000
agendamentos para a utilização dos ambientes”, disse.
Na sequência, foi apresentado um novo software para gestão
financeira e administrativa das entidades de classe, uma ferramenta que
centraliza diferentes informações, como prestação de contas e certificações, em
uma única plataforma. O sistema já está disponível para uso.
Aliás, a busca por eficiência também esteve do lado das
associações. Aquelas que se destacaram ao longo dos meses ao prestarem contas
para o Crea-SP também tiveram o seu momento. A Associação dos Engenheiros e
Arquitetos de Peruíbe (AEAP), Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Vale
do Ribeira (AEAVR), Associação dos Engenheiros de Jundiaí (AEJ), Associação de
Engenheiros e Técnicos de Mogi Mirim (AETMM), Associação dos Engenheiros,
Arquitetos e Agrônomos de Cruzeiro e Região (AEAA), Associação dos Engenheiros,
Arquitetos e Agrônomos da Região de Dracena (AEARD) e Associação dos
Engenheiros, Arquitetos e Agrônomos de Monte Alto (AEAA-MA) foram as
homenageadas pelas entregas.
Outro assunto que entrou em pauta foi a condição de utilidade pública, processo que reconhece oficialmente as
entidades sem fins-lucrativos como prestadoras de serviços relevantes à
comunidade, seguindo seus objetivos sociais e atuação em diferentes setores,
como Saúde, Educação e Assistência Social. A formalização do pedido deve ser
feita junto à Assembleia Legislativa e depende de uma análise e publicação
oficial para que ocorra. Os procedimentos foram detalhados no CDER-SP.
Desenvolvimento que se constrói junto
Um dos objetivos dos encontros do colegiado é propor
projetos que atendam às necessidades dos profissionais da área tecnológica em
caráter regional, o que significa uma atenção às demandas dos municípios em que
estão instaladas as associações. Pensando nisso, foi apresentado o Programa
Estadual de Desenvolvimento das Cadeias Produtivas Locais (SP Produz), um plano
criado pelo governo do estado de São Paulo para promover o crescimento
econômico e social das regiões e aprimorar outra iniciativa que já existe, a de
Arranjos Produtivos Locais (APLs), com a diferença de que, no SP Produz, o
impacto é voltado para todos os envolvidos.
Ou seja, com essa nova ferramenta, o que antes era
trabalhado em partes, foi ampliado, resultando em mais credibilidade, melhor
entendimento das áreas, transparência nos processos, ofertas de serviços mais
direcionados, além de mais emprego, renda e destinação correta dos recursos.
Julia da Motta, coordenadora do SP Produz, contou que a meta é reduzir
desigualdades regionais por meio de governança e cooperação. “Manter a ligação
com os atores locais é essencial para implementar melhorias, fortalecer empresas,
diversificar atividades e identificar novas oportunidades”, afirmou.
Já a participação dos grupos temáticos do CDER-SP é um meio
de dividir as modalidades e interesses e aplicar os conhecimentos adquiridos.
Formados pelos presidentes e representantes das entidades de classe, as equipes
foram organizadas no início de 2024 e levaram o panorama geral de suas
realizações. Áreas como Inovação e Tecnologia; Regularização Fundiária;
Engenharia e Políticas Públicas; Reforma Residencial e Predial; Construção
Sustentável; Fiscalização; Prestação de Contas; Valorização Profissional; Ética
Profissional e Capacitação e Comunicação falaram de suas propostas
significativas.
O grupo de Inovação e Tecnologia, por exemplo, apresentou um
projeto para instalação de painéis solares nas associações e nas unidades do
Crea-SP, buscando reduzir custos com energia elétrica de forma sustentável. A
energia fotovoltaica, fonte limpa e renovável, é vista como uma alternativa
viável para diversificar a matriz energética e gerar benefícios ambientais e
econômicos a longo prazo.